No quadro das celebrações do 03 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Conselho Superior de Imprensa (CSI) promoveu, esta terça-feira, 05 de maio, uma conferência de reflexão sobre os desafios éticos e legais do jornalismo contemporâneo. O evento teve lugar no auditório do Instituto Guimarães Rosa, na Embaixada do Brasil, com início às 9h00.
A conferência reuniu profissionais da comunicação, juristas e representantes de instituições públicas para debater o equilíbrio fundamental entre o direito à informação e a salvaguarda dos direitos individuais.
O programa foi dividido em dois momentos cruciais que refletiram as preocupações atuais da sociedade santomense:
- Dados Pessoais e Liberdade de Informação: Apresentado pela Agência Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPDP), este painel abordou a complexidade de informar num mundo cada vez mais digital, sublinhando os limites legais e a importância de garantir a privacidade dos cidadãos sem comprometer o interesse público da notícia.
- Proteção de Crianças e Pessoas Vulneráveis no Jornalismo: Este segundo painel esteve a cargo da Direção de Proteção Social, Solidariedade e Família (DPSSF). Durante a apresentação, destacou-se a responsabilidade social e ética dos jornalistas ao lidarem com casos que envolvem menores e grupos em situação de vulnerabilidade.
A participação da Direção de Proteção Social reforçou a necessidade de um jornalismo humanizado. Foi enfatizado que a exposição mediática excessiva ou inadequada de crianças e pessoas vulneráveis pode causar danos psicológicos e sociais irreversíveis.
"A liberdade de imprensa é um pilar da democracia, mas deve caminhar lado a lado com a proteção da dignidade humana. É essencial que os profissionais da comunicação conheçam os mecanismos de proteção para evitar a revitimização daqueles que já se encontram em situação de fragilidade," destacou o representante da DPS durante a sua intervenção.
A escolha do dia 05 de maio para a realização deste fórum serviu para prolongar a reflexão sobre o estado da liberdade de imprensa no país, incentivando um diálogo construtivo entre os órgãos de regulação, as instituições de proteção social e a classe jornalística.

